No surf não pertenço a um pico, nem sou de uma praia; sou "um" com a natureza e em harmonia com aqueles a quem ela realmente pertence.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

UM DIA DIFÍCIL NA ARREBENTÃÇÃO
17/08/2013




Depois de três meses e da última caída de pranchão no canto do Forte, hoje tive uma prova de fogo, ou, porque não dizer uma "prova d´água" muita água na cabeça. Foi assim que me vi na arrebentação após um drope em uma onda na vala que fica perto do Malibu - Cabo Frio/RJ. Disse para o Emerson que esteve comigo nesse dia, que foi um dia diferente, não ruim, mas diferente. Entramos no mar mais tarde que de costume, o que foi bom pela maré; mas, me senti com pouco condicionamento físico quando entramos na arrebentação. Com a prancha menor dessa vez, a remada ficou pesada e quando enfim chegamos no outside, senti que estava com pouca força nesse dia, ainda mais quando remar era necessário para sair da vala em todo tempo. Foi quando então, numa remada e na tentativa de um drope que o melhor aconteceu - fiquei na linha da arrebentação com pouca força na remada justamente na hora em que remar para dentro do outside era necessário, devido uma série de três ondas grandes que levantaram ao longe e estouraram justamente sobre onde eu estava - foi a primeira vez que passei por essa. Decidi sair porque entrar ia ficar ainda mais difícil. O Emerson então saiu e me deu uma força para cairmos mais no canto do Forte. Embora estivesse me sentindo cansado e também frustrado por ter tirado o Emerson do pico onde estávamos, segui o seu conselho e resolvi treinar um pouco o drope nessa prancha menor, já que há quase um ano que não a usava. Voltei para casa e durante a viagem de 200 km como de costume tive bastante tempo para refletir sobre esse dia. Foi um dia diferente, porque, ao contrário daqueles dias em que após tudo ter dado certo e a gente só quer pensar naquela tão merecida satisfação do que foi vivido, combinado com o merecido descanso é claro, dele preferi ficar com as coisas boas que me aconteceu como por exemplo, a amizade e companheirismo que o Emerson me deu nesse dia, aliás, ele sempre tem me apoiado quando fazemos alguma coisa juntos; também, a experiência de ter entrado naquele pico que nunca pensei entrar nele e com aqueles que nele estavam, não consigo esquecer aquele outside o qual se referiu o Emerson como - "aquele maravilhoso e belo outside proporcionado por Deus" -  ele me serviu de motivação para voltar a estar em forma, treinar novamente coma a prancha menor, e, no tempo oportuno voltar pegar uma boa onda no seu corte. Quando após me despedir do Emerson no calçadão, ainda me encontrei com o Marcos acompanhado de outros dois surfistas, encontrei o Marcos Ramos em companhia de outros dois surfistas, e, ao pararem para falar comigo esses "caras" me deram a maior força por saberem que eu sou o "cara" que vem de Cordeiro para pegar onda em Cabo Frio. Eles me encorajaram a não desanimar pelo exemplo que dou a tantos outros jovens que não encontram a mesma motivação morando tão perto da praia. No mais, sou grato a Deus pela viagem que fiz de volta para casa e pela amizade e apoio do Emerson. Boas ondas...

sábado, 25 de maio de 2013

25/05/13 - DEPOIS DE TRÊS MESES...

É isso mesmo, desde o dia dois de fevereiro que não surfava. Acompanhando as notícias durante a semana soube que estava rolando um swell em Cabo Frio; daí então, decidi dar uma caída nesse final de semana, já que estava há quinze dias sem tirar uma folga no trabalho. Dessa vez planejei diferente, pois, ao invés de sair na madrugada após poucas horas de sono, e, dirigir os 200 km habituais para dar uma caída no mar, saí na sexta-feira de Cordeiro pegando minha filha na escola e indo com a família completa para uma surf trip na Região dos Lagos. No dia seguinte, após acordar em uma boa pousada, e, com um bom café da manhã fomos à praia, e, como as séries estavam com 1 metro (metrão) em frente do Malibu, peguei então umas menores lá no canto do Forte pra voltar entrar em forma. Aloha aos amantes do surf e boas ondas...



















sexta-feira, 8 de março de 2013


NÃO DEU SURF MAS UMA BOA REMADA DE STAND UP



06 de março de 2013

Acordei de madrugada e resolvi dar uma caída no mar. Levantei, arrumei a mochila, coloquei a prancha de Long em cima do carro e fui para Cabo Frio. A previsão vista para a semana era de ondas pequenas na praia do Forte, mas quando cheguei lá o mar estava flat (liso). Então pensei: "viajar 240 km de carro para chegar na praia e não surfar é frustrante, porque eu não trouxe a prancha de Stand Up"? Saindo da praia do Forte encontrei o Marcio - instrutor da Fly - indo para lá com as pranchas da loja, e, chegando novamente à praia ele colocou à minha disposição as pranchas de Stand Up (SUP) que  trouxe para alugar. Alugar prancha? Que nada, é só escolher e vai remar, disse ele em nome da boa amizade. Foi então que vi, que praticar o SUP é realmente uma boa pedida para esses dias em que o mar está de "bode"; pois, estava mesmo precisando além de me exercitar, desestressar do dia a dia de cada semana já acumulada desde o último dia que estive ali em Cabo Frio para surfar. Posso recordar as águas transparentes, cristalinas e tranquilas dessa quarta-feira, bem como a vista da areia branca no fundo do mar durante as quase duas horas que remei com uma boa prancha de epoxi da "Art In Surf". Confesso que não vi diferença alguma para a minha prancha de poliuretano (P.U.) assinada pelo Shaper Felipe Mendes (Floripa); na verdade prefiro a minha, e vejo que, em nada perde aquele que possui uma boa prancha em P.U. como a que possuo (FMSUP), a não ser o peso um pouco mais leve da prancha em epoxi quando carregada na areia até o mar. Depois que saí renovado dessa boa remada, voltei a dirigir aquelas três horas e meia de volta para casa, e, fico na expectativa de quando irei voltar, seja pelo surf, seja para uma boa remada de SUP, o importante é viver os bons momentos que esses esportes tem me proporcionado junto ao mar. Boas ondas! 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ENFIM UM BOM DIA DE  SURF!



Já não pegava umas boas ondas desde outubro de 2012; aliás, nessa última busca em outubro por um pouco de aventura, posso dizer que foi um dia frustrante na praia do Forte: o mar não estava bom, a prancha não estava boa para as poucas ondas fracas que de vez em quando apareciam, e, para piorar eu estava me sentindo pior do que tudo isso; pois, como sempre, depois de dormir muito pouco e na "madruga" das 4hs ter saído para dirigir os 200 km habituais, cheguei muito cansado em Cabo Frio. Resultado: peguei quase nada, caí bastante, me cansei mais ainda, não curti, saí desanimado, e, voltei a dirigir mais 200 km até chegar onde moro na cidade de Cordeiro / RJ. Voltei ao mar nos próximos três meses até o início de 2013; mas com o mar "flat" (sem ondas) nas poucas oportunidades que apareceram para eu viajar, curti mesmo uma boa remada no Stand Up Padlle - afinal, salve o SUP! - Mas o motivo dessa postagem se faz pelo título que escolhi:  "ENFIM UM BOM DIA DE SURF"! Foi como eu me senti em Cabo Frio nesse dia 02 de fevereiro de 2013. Chegando à  praia  do Forte às 8hs como de costume, não parecia que ia ser tão bom; havia uma galera pegando boas esquerdas de meio metro e com séries maiores na direção do Malibu. Como dessa vez levei o pranchão, resolvi cair mais à esquerda e com as boas ondas da manhã, deu para sair do prejuízo daquela última caída que no início dessa postagem eu descrevi. Posso dizer que foi um bom dia de surf, pois, em duas horas de caída, aproveitei praticamente quase todas as ondas das séries, que embora - nem tão grandes, nem tão pequenas - concordam para o já tão consagrado dito popular: "nesse dia de surf, o importante é que emoções eu vivi". Valeu Deus, pedi tanto por esse dia!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

REMAR PARA O OUTSIDE DE DEUS: GRANDE DESAFIO!



O Senhor reina no céu com poder. A sua força é maior do que a fúria do oceano e mais poderosa do que as ondas do mar. Salmo 93.4


Como acontece no surf, remar para o outside é uma experiência que também se evidencia na vida cristã. Ou seja, remar para fora da linha de arrebentação onde quebram as ondas é um desafio para todos aqueles que surfam na busca do lugar ideal - o outside - lugar onde se espera a série de ondas que irá proporcionar o melhor drop para o seu surfe. Fazendo uso de uma metáfora, na vida cristã esta experiência se repete quando o nosso desejo e necessidade é buscar a comunhão com Deus. Precisamos dia a dia remar para a arrebentação a fim de alcançar este outside tão desejado, sem deixar-se desanimar é claro, diante das dificuldades que se levantam em oposição a essa busca. No entanto, o mar nos ensina com o seu ritmo: uma série de ondas menores sempre ocorrem depois que as maiores se levantam, assim, nas horas em que as menores ocorrem, melhores condições temos de remar para alcançar o outside. Aprendemos com isso, que precisamos dar preferência aos momentos mais calmos do nosso dia quando o assunto é buscar a comunhão com Deus. Quando as ondas das dificuldades, das tarefas e distrações se levantam mais difícil será alcançar este lugar tão esperado na presença do Criador. Pensemos então, que são nos momentos mais tranqüilos e menos intensos do nosso dia, que facilmente remaremos em direção ao lugar santo, lugar de comunhão, lugar desejado, lugar onde esperamos na presença de Deus pegar as melhores ondas do nosso dia, ou quem sabe de nossas vidas. Busque o outside de Deus e boas ondas...

terça-feira, 15 de maio de 2012

TEAHUPOO - A PRAIA DOS CRÂNIOS QUEBRADOS - TAHITI

Teahupoo tem uma geografia singular onde em um trecho de menos de 2 Km a profundidade do mar diminui drasticamente, indo de mais de 1400 metros de profundidade para 1,5 metros. 





Suas ondas estão longe de ser as maiores do planeta, pois raramente atingem 6 metros de altura (as maiores do mundo podem chegar a 20 metros), porém, com certeza estão entre as mais perigosas. Nesse sentido cair de uma prancha nesse tipo de onda se torna pior do que parece, pois além das ondas terem um gigantesco volume de água em um mar muito raso, o fundo é formado por recifes de corais venenosos, causando sérias infecções em caso de cortes ou arranhões.Vários surfistas já fraturaram o crânio ao bater nas pedras, ou ficaram presos em fendas no fundo.



sexta-feira, 11 de maio de 2012

MEU QUIVER

STAND UP PADDLE SURF - FMSURF (9.7 - Shaper Felipe Mendes - Floripa)


Originalmente era utilizado pelos havaianos como uma forma de locomoção e também de manter preparo físico, os mesmos utilizavam as pranchas para remadas de longa distancia entre uma ilha e outra. Adaptações foram feitas nos equipamentos e os havaianos passaram a utilizar estas pranchas que na época eram de madeira, para também deslizar sobre as ondas. Hoje o Stand Up Paddle Surf (SUP), se evoluiu como uma nova maneira de surfar, trata-se de uma prancha grande, com mais volume que um longboard, onde o surfista ou remador fica de pé e com auxílio de um remo, atravessa a arrebentação e volta surfando as ondas.

LONG BOARD - FLY (9.3 - Shaper Vitor Hugo - Cabo Frio)



As pranchas de longboard são maiores, a partir de 9". Até a década de 70, eram as mais usadas. Atualmente são as preferidas dos surfistas mais antigos e de alguns iniciantes.

EVOLUTION - WETWORKS (7.0 - Shaper Joca Secco - Rio de Janeiro)


Uma boa prancha para surfistas iniciantes ou com um bom nível técnico regular para bom que gostem de mais conforto e tranquilidade nas remadas, além de uma boa estabilidade no momento de entrar na onda, possibilitando manobras com arcos mais longos e definidos.